
Foi assim que um amigo, belo utilitário das palavras, me falou numa conversa ao MSN: “a poesia morreu. Quer dizer.. ela correu de mim. Tô catando ela por todo lugar. Se vc a encontrar, diga-lhe que tô doidinho atrás dela...”
Com estas palavras ele já fez poesia e nem percebeu। Numa expressão de autenticidade, sem se dar conta que sua arte é um dom, algo que lhe é próprio, é sua narrativa, é seu sentido no exato momento.
Mas ele não pecou por isso, no corre-corre do dia-a-dia, esquecemos até de nós mesmos, do que sentimos, e quando olhamos o relógio, já se foi mais um dia e a sensação que ficamos é que não fizemos nada e logo pensamos: bem que o dia poderia ter mais de 24 horas.
O que precisamos mesmo é estarmos abertos a nossa existência, permitindo que o vir-a-ser se mostre sair do “Veritas” e entrar na “Aletheia” e assim dar espaço a linguagem da “Poesis” e nos transportar do lugar da vivência para a experiência.
A poesia não morre, ela apenas pode estar oculta na abertura que é o homem.
(Thyale de Vasconcelos Velozo) – escrito para Anderson Frazão em 17/06/2010.

Thy..., é engraçado como, ás vezes, somos meros meios/intermediários de coisas fabulosas. Da informalidade daquela nossa conversa não pensei que pudesse brotar palavras tão singelas e cheias de significado como estas.
ResponderExcluirA poesia, para mim, é o que dá sentido a existência, uma forma outra de adorar a divindade e pedir: olhe por mim. E, nesses tantos e tantos dessa vida estamos nós, plausivamente como descrevestes.
Tuas palavras acariciam a alma, dialogam com a essência do ser em poesia.
Um grande beijo. Obrigado!