domingo, 31 de janeiro de 2010

REFLEXO DA ALMA, SUSTENTAÇÃO PARA O CORPO...

"E não esqueça de que a Terra gosta de sentir seus pés descalços e de que o vento anseia por brincar com seus cabelos" (Khalil Gibran)

O que pensar quando nos referimos à Sombra? Aos Pés?

Será que existe qualquer coisa que interligue algo tão distinto??

Ambos, deixa transparecer o que somos, como somos, o que queremos, nossa intenção...

Sombra? Alma/Obscuridade/leveza ou tenebroso espírito....

Pés? Sustentação/Caminhos/ Equilíbrio/Desequilíbrio...

Companheiros nossos inseparáveis de cada dia!

Apesar da Sombra (do latim umbra) está associada à ilusão, treva, espírito, morte e conseqüentemente ausência de luz ela também se associa à fidelidade do contorno.

Platão contemplava as sombras a um conhecimento iluminado pelo sol e pela verdade, com isso, a sombra resplandece nosso espírito, seja no momento de luz ou treva, mas carrega nossa energia, nossa intenção.

“qualquer indivíduo é acompanhado por uma sombra, e quanto menos ela estiver incorporada na sua vida consciente, mais espessa e escura se torna" (Jung, XI, 131).

Os pés, assim como a sombra, nosso rastro...

(Thyale de Vasconcelos Velozo)

fonte: Tomás Baêna, http://filosofiadaarte.no.sapo.pt




PS:"o momento dessas fotos se passou em uma meia tarde de Janeiro, ensolarada, em Boa Viagem - Recife/PE, estava eu e uma GRANDE AMIGA em uma harmoniosa sintonia, nossas sombras, nossos pés, agradeciam ao Dono do UNIVERSO, a leveza de espírito, o renovo da alma, o vento no cabelo, a fé, a amizade, a superação, o aprendizado, as derrotas acompanhadas de lições, as conquistas, o crescimento e o amor pela vida".Thya

2 comentários:

  1. PERFEITO.

    é muito lindo, muito profundo.

    és uma poetisa e tanto. =) Orgulho.

    beeeeijos
    ;**
    Nathanna Fábia

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  2. Pés que apontam para a mesma direção, por caminhos diferentes, únicos, singulares, múltiplos... mas que, pela obra do vivido se unem em momentos crucias. Unidos pela condição temporal da existência e não pela cronologia cotidiana. Unidos pela autenticidade e não pela quilometragem. Unidos pela força na fé de viver e não pela causalidade de fatos. Unidos pela facticidade, mas de modo próprio. Sombras que os acompanham, provando que cada um de nós precisa de suas reservas, de suas ilusões, de sonhos, do não concretizado, do vivido e não recordado, das marcas que não estão frente aos olhos comuns... aquelas marcas que muitas vezes precisamos esconder de nós mesmos, mas que sabemos estar lá, alí, sempre nos acompanhando porque simplesmente são frações de existência. Sombras que são extensão de corpos e os projetam para além dos limites físicos. Somos muito mais que isso... Te amo muito e nunca vou deixar de repetir que vc é uma benção na minha vida. Beijo grande.

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