sábado, 15 de maio de 2010


Sempre falamos e almejamos a liberdade, mas que liberdade seria esta?

Estamos há todo momento buscando definições para o que sentimos ou o que deixamos de sentir, como se os nossos sentimentos, a nossa vivência, a nossa coexistência, a nossa subjetividade fosse um sistema pré-determinado e totalmente igual e conhecido e que se pode enquadrar em meras definições e afirmações de “verdades” que na maioria das vezes não diz respeito à nossa.


Não é a nossa compreensão e com isso nos distanciamos pouco a pouco da tal liberdade, deixando cada vez mais opaca a possibilidade do vir-a-ser, condição fundamental do existir humano, abertura essa que é da condição humana.


Essa liberdade, é algo em movimento, é o desvelar da própria possibilidade humana, é a experiência, é estar aberto ao que vem ao seu encontro, é a capacidade de receber o que se quer mostrar e lhe atribuir sentido.

(Thyale de Vasconcelos Velozo) 04/05/2010

Um comentário:

  1. Thy,

    liberdade, como bem descrito, é uma sensação fluida, (in)alcançável em todos os moldes; líquida, concreta, moléstia, enfim, lados de uma moeda desdenhada.
    Assim sendo, corroboro o mito quixotesco: "a liberdade (...) é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus."
    Parabéns pelo modo de ver.

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